As roseiras não fugiram à regra e foram atacadas neste Verão. No total eram quatro pés e agora apenas restam dois. Mas nem tudo está mal... um dos sobreviventes ainda arranjou forças para produzir três botões de flor. Aqui está o primeiro, no dia em que começou a abrir. Foto de 31/08/2008:
sábado, 6 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Passeio a Castelo Branco
As minhas férias não tiveram quase gosto nenhum porque fiquei em casa a maior parte dos dias. No entanto ainda consegui dar uma voltinha. Aqui ficam alguns pontos interessantes da viagem...
Posto de sentinela - mal entramos na zona rural começamos a vê-los:
Perto do ninho havia um matagal de Opuntia ficus-indica, carregadinhas de fruta mas ainda com algumas flores:
Mais adiante, já entrando na zona rochosa da Beira Baixa, uma ribeira:
Nas margens da ribeira encontrei muitas plantinhas interessantes, inclusivé estas Datura stramonium, viçosas e floridas:
Por aqui também encontrei bicharada - esta parece uma fada guardando a ponte:
Seguindo viagem, chegou-se à Barragem de Montargil e a este lugar de nome curioso:
Aqui uma vista do vale:
Como se nota pela luminosidade, o dia estava a acabar e ainda não tínhamos chegado a Castelo Branco. Pelo caminho ainda houve mais uma paragem neste sítio tão bonito mas não pude demorar-me tanto quanto gostaria:
Finalmente Castelo Branco, a estas belas horas:
Posto isto, foi tempo de jantar e voltar. Aqui chegamos novamente à ponte que atravessa a Barragem de Montargil:
Uma santa sem nome guarda a encruzilhada da ponte com a Rua da Estrada - a última sentinela antes do regresso à cidade:
Segunda Batalha
O veneno parece não ter resultado e hoje resolvi dar a segunda dose.
Lista de plantas pulverizadas:
1 - Adiantum capillus-veneris
2 - Artemisia dracunculus
3 - Asplenium sp.
4 - Calamintha sp.
5 - Calathea amabilis
6 - Chelidonium majus (vaso dos exemplares mais jovens - os outros morreram)
7 - Chrysanthemum sp. (floreira + dois vasos grandes)
8 - Cissus rhombifolia (vasos da cozinha)
9 - Cotyledon orbiculata
10 - Cuphea hyssopifolia
11 - Todos os tomateiros
12 - Mentha piperita (dois vasos redondos)
13 - Mentha pulegium e M. cervina (floreira)
14 - Mirabilis jalapa
15 - Muehlenbeckia sp.
16 - Nepeta cataria (planta mais velha + caixa de viveiro)
17 - Ruta graveolens (vaso grande)
18 - Ruta graveolens (vaso pequeno - já só sobra uma)
19 - Salvia officinalis (vaso grande)
sábado, 30 de agosto de 2008
Tomateiros com casa nova
Dois dias depois de ter pulverizado com o veneno resolvi retirar os exemplares dos vasos mais pequenos e colocá-los num espaço maior. Foto de 28/08/2008:
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Lycopersicom esculentum
Desisti da Camomila
Em 21/08/2008 a sementeira de Matricaria chamomilla estava neste estado e eu perdi a paciência. Resolvi retirar tudo da floreira e aproveitá-la para os tomateiros. Foto de 21/08/2008:
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Tradescantia pallida
Sedum bem pegados
terça-feira, 19 de agosto de 2008
O Dia da Batalha
Desloquei-me a uma cooperativa agrícola para comprar um remédio contra as mil e uma pragas que tomaram a varanda de assalto. Aviaram-me um produto chamado Applaud, em pó, para diluir em água e pulverizar. Aqui estão todas as plantinhas que foram tratadas e que vão ficar nas escadas até secarem por completo. Segundo as indicações da embalagem e também da pessoa que me atendeu, os efeitos nocivos do veneno irão dissipar-se num prazo que vai dos 3 aos 7 dias. Por via das dúvidas, vou barrar a passagem das gatas durante pelo menos duas semanas e, obviamente, não consumir nada que tenha sido tratado. Fotos de 19/08/2008:
Lista de plantas pulverizadas:
1 - Todos os tomateiros
2 - Ruta graveolens (vaso grande)
3 - Mirabilis jalapa
4 - Salvia officinalis (vaso grande)
5 - Nepeta cataria (planta mais velha)
6 - Calamintha sp.
7 - Dois vasos de Mentha piperita (vasos redondos)
8 - Chrysanthemum sp. (floreira + dois vasos grandes)
9 - Sedum album
Observações:
Algumas plantas doentes não foram ainda tratadas porque, antes disso, preciso de saber se o produto vai resultar, se é muito ou pouco agressivo para elas e como é que vão reagir.
Por pulverizar ficaram as seguintes:
1 - Ruta graveolens (vaso pequeno)
2 - Nepeta cataria (caixa de viveiro)
3 - Mentha piperita (floreira)
4 - Mentha spicata
5 - Mentha pulegium e M. cervina (floreira)
6 - Capsicum annuum
7 - Aeonium arboreum (atacado por filária e, mais uma vez, por cochonilha-algodão)
Os intervalos de aplicação do produto são de 10 dias, podendo fazer-se sequências de 3 aplicações. Segundo as informações prestadas, ao fim da primeira semana começam a notar-se os resultados.
Vida nova para o Philodendron
Já nem me lembro de onde veio esta planta... Tenho-a há anos e só sei que foi salva do lixo. Nunca teve grande atenção e já passou pelos mais diversos atropelos. Desde que este Jardim foi iniciado, que ela tem vivido na varanda apesar de ser uma típica planta de interior, pois ocupava, em conjunto com outras, o maior vaso que tenho - peça impossível de colocar em casa! Em 18/08/2008 resolvi fazer mudanças, desocupar o vaso para novas plantações e prestar algum cuidado às resistentes. A planta recebeu um vaso novo e veio para a cozinha onde espero que volte a crescer. Foto de 19/08/2008:
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Philodendron sp.
Mudanças na varanda
Desde que veio para o Jardim, esta Dracaena fragrans tem vivido na varanda, em conjunto com o Philodendron. Nunca mostraram que estivessem a gostar de ali estar mas também não morreram. Em 18/08/2008 resolvi desenterrar todas as plantas que estavam naquele vaso enorme e reaproveitar melhor o espaço. A Dracaena encontra-se agora num vaso individual e foi mudada para a sala. Foto de 18/08/2008:
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Flores de Nepeta cataria
Apesar de todas as dificuldades que tiveram, parece que as Gatárias têm hipótese de ficar no Jardim. Há dias começaram a aparecer as primeiríssimas flores. Foto de 17/08/2008:
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Nepeta cataria
Flores de Cuphea hyssopifolia
domingo, 17 de agosto de 2008
Erva-cidreira destruída
Em 05/06/2008 resolvi juntar todos os pés de cidreira numa floreira comprida, na esperança de que elas se espalhassem e formassem um arbusto de bom tamanho. No entanto, não tive sorte nenhuma. Passado pouco tempo a floreira foi atacada por mil e uma pragas e, em 17/08/2008 resolvi remover as pedras, cortar todas as pontas estragadas e pulverizar com veneno de compra. Odeio ter de meter veneno nas plantas mas já estou em estado de desespero. Fotos de 17/08/2008.
Assim estava a floreira:
Assim estavam as folhas, cobertas com estes bichos que eu nem suspeito o que sejam:
E assim a terra, bem como os bordos do vaso, cobertos de uma praga qualquer que, aliás, também já estragou cinco pés de arruda, a plantação de salsa e várias hortelãs:
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Melissa officinalis
Aromática para identificar
Recebi dois galhos desta planta de uma senhora idosa que a usa para controlar os níveis de colesterol. Segundo me disse, bastam duas folhas para fazer um bule de chá e também se pode usar na comida. As folhas são grandes, cheirosas, espessas e muito peludas. Até agora recebi dois palpites para a sua identificação, nomeadamente Plectranthus amboinicus (Lour.) Spr. e Plectranthus barbatus Andrews. Em todo o caso, ainda é cedo para chegar a uma conclusão e agradeço toda e qualquer informação que a audiência puder dispensar. Foto de 15/08/2008:
Exemplares: Dois galhos postos em água no dia 13/08/2008.
Observações: Em 17/08/2008 começaram a despontar as primeiras raízes.
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Plectranthus sp.
Dieffenbachia maculata (Lodd.) D. Don
Nomes comuns: Comigo-ningém-pode, Diefembáquia
Foto de 15/08/2008:
Exemplares: Planta partida pela base, recolhida do lixo em 14/08/2008. O vaso só continha um pequeno pé com raíz. Todos os outros estavam partidos e parcialmente apodrecidos. Cortei-os e limpei o melhor que pude, voltando a espetá-los na terra. Duvido que peguem mas nunca se sabe...
Indicações de cultivo: É uma bela planta com folhagem vistosa, muito utilizada como planta de interior. Prefera a luz filtrada, sendo que a exposição ao sol directo tende a descolorar as folhas. Deve ser regada, de preferência com àgua destilada, deixando a terra secar entre as regas. A planta aprecia um banho mensal de chuveiro, na casa de banho. A adubação pode ser feita durante a época de crescimento e a poda deve ser feita na Primavera, de forma a estimular um crescimento mais compacto.
Cuidados: Esta é uma das plantas mais perigosas do ambiente urbano, sendo responsável por casos graves de intoxicação, principalmente de animais domésticos que ganharam o hábito de roer as plantas, bem como de crianças dos 0 aos 6 anos que, atraídas pela exuberância da folhagem da planta, levaram partes desta à boca. A mastigação, ainda que de pequenas quantidades, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Segue-se o edema das mucosas que estiveram em contacto com a planta, náuseas, vómitos e, em casos extremos, pode ocorrer a morte por asfixia. A planta também é bastante agressiva no contacto com os olhos, provocando lesões da córnea, acompanhadas por dor e fotofobia. A toxicidade desta planta deve-se sobretudo à presença abundante de oxalatos de cálcio.
Usos: Além de planta decorativa, a Diefembáquia é tida como protectora e usada para afastar energias negativas, inveja, maus sentimentos e perigos. Como planta venenosa que é, está associada a Saturno, servindo a propósitos de afastamento e castração. O seu uso está muito popularizado na cultura brasileira mas também em Portugal onde, à semelhança da Arruda é usada para defesa do lar.
Sinónimos botânicos: Dieffenbachia picta Schott, Caladium pictum Lodd.
Actualização: Os pés acabaram por apodrecer e, em 19/08/2008, nenhum se aproveitava. Creio que a planta já estava demasiado doente de excesso de água.
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