terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lagartas

Estas fotos não eram para ser publicadas mas descobri recentemente, num comentário que a Nand fez no blog do Miguel, que as criaturas se chamam Papilio Machaon...

... aqui estão elas, flagradas a destruir a minha Arruda, em 28/09/2008:




Claro que eu não podia deixar que comessem toda a minha planta e, mesmo achando-as muito giras, também não suspeitava que se tornariam assim:


Acabei por resolver o assunto podando a Arruda e deitando os ramos, juntamente com as respectivas habitantes, para o campo por detrás da minha casa. Eventualmente ainda comeram bastante do que sobrou ou então serviram elas mesmas por ir parar ao papo dum passarinho. Em todo o caso, voltaram à Terra... mas eu confesso que tenho pena de não ter visto as borboletas. Pena... se comessem alface ainda lhes dava alojamento mas Arrudinha só tenho uma e é de estimação!

Crassula multicava recuperada

Acabou por recuperar do ataque de cochonilhas, da seca e da pulverização com veneno. Levou uma poda na semana passada e está com bom aspecto. Foto de 13/11/2008:

domingo, 16 de novembro de 2008

Já são dois vasos de Anónimas

Esta foi uma das muitas espécies atacadas no Verão passado, primeiro por pragas e depois por venenos. O vaso maior esteve infestado por ácaros da terra - que, aliás, ainda vão reaparecendo - e muito ramos partiram-se quando o pulverizei. Aproveitei o que pude para um vasinho mais pequeno e agora estão ambos recuperados. Infelizmente, continuo sem saber o nome desta planta. Foto de 13/11/2008:

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Asplenium nidus está a dar-se bem...

... e tem casa nova! Foto de 13/11/2008:

Será Mentha piperita x citrata?

Nome comum: Menta-chocolate

Ainda subsistem algumas dúvidas na identificação desta plantinha mas, para já, é assim que vai ficar rotulada. Ela já mora no Jardim há algum tempo mas tenho adiado esta postagem, na esperança de decifrar o mistério (coisa que, pelos vistos, ainda vai tardar). Assim sendo, aqui fica a foto tirada à chegada:


Exemplar: Planta envasada, oferta do Miguel e chegada ao Jardim em 16/10/2008.

Indicações de cultivo: Como todas as hortelãs, gosta de uma posição na meia-sombra, em local com muita humidade. Também se dá muito bem ao sol, desde que tenha água em quantidade suficiente. Espalha-se facilmente, se tiver espaço. Tem folhagem verde, com caules arroxeados e deverá produzir flores em tons de cor-de-rosa, no Verão. A planta é vigorosa e deverá ser podada com frequência, de modo a manter o crescimento compacto e folhagem abundante. No final da estação de crescimento a planta deverá ser podada até ao nível do solo. 

Uso culinário: A Menta-chocolate é ideal para ser usada em sobremesas, sobretudo em receitas com chocolate, bem como em saladas e para aromatizar caldas e molhos. Faz um excelente licor. Deve ser usada fresca e, para sua conservação, poderá ser congelada. Em seco perde muito do seu aroma.

Outros usos: Faz um banho aromático muito agradável e revigorante. 

Mentha x piperita var. citrata (Ehrh.) Briq.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Begonia pegada... e com companhia!

O pedaço de Begonia chegado há cerca de dois meses já está bem enraizado e começou a produzir folhas novas. No entanto, há uma curiosidade a registar neste vaso... também nasceu aqui um pé de salsa. E não foi só neste vaso mas também num dos vasos de Salix matsudana e na floreira de Melissa officinalis (que são os que estão maiores e já renderam para os cozinhados). É irónico que, quando quis cultivar a salsa, tudo a atacou e as plantas saíram miseráveis... Depois, quando desisti dela e destribuí a terra reciclada por outros vasos, eis que aparecem pés de salsa em todo o lado - e cheios de vigor! Foto de 02/11/2008:

Um novo Feto - Asplenium adiantum-nigrum

Em 11/11/2008 chegou este feto. Mais uma vez peço a ajuda da assistência, se alguém souber identificá-lo... Foto de 13/11/2008: 


Actualização 22/12/2008: As dicas que me têm chegado são no sentido de se tratar de um Asplenium adiantum-nigrum. Ainda não tive tempo de investigar sobre a espécie mas fa-lo-ei logo que possível.

Salvia elegans em flor

A planta ficou com mazelas devido a ter saído de um cantinho abrigado para uma varanda ventosa. Algumas folhas secaram pelas orlas e encontrei estes botõezinhos, literalmente, encolhidos de frio. Foto de 02/11/2008:


Mudei o vaso imediatamente para a estante de forma a ficar abrigado do vento e foi o que bastou para arrebitar. Aqui o pormenor das flores, em 08/11/2008:


Aqui uma foto tirada em 13/11/2008, já com muitas florzinhas abertas:

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Há Vida na Vriesea!

Mais de três meses espetada na terra e sem dar sinais de nada. Aqui há tempos puxei por ela, só para ver se já estava agarrada... mas não, fiquei com a estacazita na mão. Tornei a espetá-la no vaso, muito sem esperança. Só não perdi completamente a paciência porque as folhas não secaram e, além disso, sei que há uma minhoca a viver neste vasinho e não quis perturbá-la. Porém, recentemente, veio a surpresa: um rebento espreita do meio da plantinha! Foto de 02/11/2008:

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Chegou uma Tradescantia

Em 30/10/2008 encontrei este pedacinho de Tradescantia. Corrijam-se se estiver enganada.. parece-me uma T. fluminensis variegada, será? Foto de 02/11/2008:


Exemplar: Uma estaca colocada em água no dia 30/10/2008.

Crescimento à vista

Os Corações-emaranhados estão a crescer bem e já começam a espreitar bela borda do vaso. Foto de 02/11/2008:

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Promessas cumpridas

Efectivamente, houve um festival de cor! Esta foto foi tirada em 25/10/2008, no dia em que as florzinhas abriram completamente:


As seguintes já são de 02/11/2008 - felizmente ainda fui a tempo de tirar algumas fotos à luz do dia. Estes são os amarelos que estão na floreira, já muito mais abertos do que na primeira imagem:


E estes são os vermelhos:


Esta é a flor de um dos pés que se encontram em vasos grandes:


E esta é a flor do outro. Vim a descobrir que estas duas plantas não são variedades rasteiras como os exemplares da floreira:


Contas feitas... perdi a conta de quantos pés floriram! Entretanto as flores estão a perder a beleza e brevemente estarão murchas. Aproxima-se a altura da poda e do descanso.

domingo, 2 de novembro de 2008

Thymus serpyllum L.

Nomes comuns: Serpão, Serpil, Serpilho, Serpol, Erva-ursa, Tomilho-das-searas, Tomilho-das-serras, Tomilho-dos-prados

Foto de 16/10/2008:


Exemplar: Planta envasada, oferta do Miguel e colocada na varanda em 16/10/2008. Entretanto e como o vasinho secava demasiado depressa, em 01/11/2008 resolvi mudar a planta para um vaso maior. Segundo o Miguel, esta planta foi adquirida sob o nome de "Tomilho-laranja" (Thymus citriodorus 'Fragrantissimus') mas essa possibilidade foi afastada, pois não existem quaisquer notas cítricas no seu aroma. As folhas são maiores e mais delicadas do que as do T. vulgaris mas o cheiro é muito semelhante. Na verdade, os tomilhos hibridam com facilidade e, por outro lado, as identificações disponibilizadas por alguns comerciantes deixam muito a desejar. Tudo parece indicar que se trata, de facto, de Serpão mas só na próxima floração poderei ter a certeza.

Indicações de cultivo: Como todos os tomilhos, este também aprecia uma posição soalheira e um substrato com boa drenagem. Não suporta viver à sombra. Dá-se bem em vasos e como cobertura de solo em zonas de fraca irrigação. A floração dá-se no Verão e as sementes amadurecem, normalmente, até ao final de Setembro. Suporta bem as geadas e os ventos fortes, desde que não sejam ventos marítimos. Propaga-se por sementes, na Primavera, por estacas de rebentos jovens, em Maio/Junho ou ainda, por estacas semi-lenhosas, em Julho/Agosto.

Colheita: As folhas frescas podem ser colhidas ao longo de toda a estação de crescimento. Para serem conservadas, deverão ser colhidas pouco antes da floração e postas a secar rapidamente.

Uso culinário: As folhas são usadas frescas para aromatizar saladas, sandes e queijos, bem como pratos cozinhados. Suporta bem a cozedura lenta. Também se usa seco mas perde algum do seu aroma. Fica bem em assados de legumes, carne ou peixe, em sopas de tomate e caldeiradas. Faz uma infusão muito agradável.

Uso medicinal: Ver ficha técnica.

Contra-indicações: Não deve ser tomado por grávidas.

Outros usos: O óleo essencial extraído das folhas e sumidades floridas é utilizado em perfumaria, por exemplo, na confecção de sabonetes. Tem propriedades antifúngicas e desinfectantes. As flores secas tem efeitos anti-traça e podem ser usados em substituição da naftalina.

Sinónimos botânicos: Thymus angustifolius Pers., Thymus pycnotrichus (Uechtr.) Ronn.

Spathiphyllum mal-encarado

Tal como aconteceu com o primeiro vaso, também estes estão muito feios e com ar de não irem resistir. Desta vez reguei com mais moderação mas, mesmo assim estão como se vê. Foto de 26/10/2008:


Observações: Parece-me estranho que uma planta que se propaga por divisão seja assim tão sensível a transplantes. Talvez a fraqueza destes exemplares se deva ao facto de terem estado com as raízes expostas na pilha de lixo. Em todo o caso, tem sido a única espécie que não recupera das mazelas à chegada ao Jardim.

sábado, 1 de novembro de 2008

Camellia japonica L.

Nomes comuns: Camélia, Cameleira

Foto de 16/10/2008:


Exemplar: Planta envasada, oferta do Miguel e colocada na varanda em 16/10/2008.

Indicações de cultivo: É uma planta sempre-verde, de origem asiática, nomeadamente da China, da Coreia e do Japão. Cresce naturalmente em forma de arbusto mas pode ser podada para formar uma arvoreta até 6-8m de altura. Gosta de um solo ácido, fértil e bem irrigado. Dá-se bem sob sol directo ou na meia-sombra. A época de floração varia de acordo com o clima em que está inserida, podendo ocorrer durante todo o ano nas regiões mais quentes. Apesar de se dar bem em climas temperados e mediterrânicos, não se adapta a climas demasiado quentes e secos. Tolera a geada e a neve mas é sensível ao vento frio e forte. É susceptível ao ataque de cochonilhas. Multiplica-se, preferencialmente, por estaquia e por alporquia. A planta é hermafrodita e também produz sementes mas estas tendem a ser fracas e pouco viáveis quando se formam por autopolinização.

Uso culinário: A Cameleira é mais conhecida como planta ornamental, porém, existem referências ao seu consumo na cozinha oriental. Das suas sementes é extraído um óleo alimentar conhecido como "tsubaki" e as suas flores são utilizadas, secas e cozinhadas, em pratos de arroz tais como o "mochi" japonês. As suas folhas são utilizadas para infusões, tal como as da sua parente mais conhecida, Camellia sinensis Kuntze, a planta do chá.

Uso medicinal: A planta tem efeito hemostático e tónico. As flores são adstringentes e anti-hemorrágicas. Podem ser utilizadas para o tratamento de queimaduras, sendo para isso misturadas com óleo de sésamo e aplicadas sobre as zonas afectadas. Demonstra propriedades anti-cancerígenas, sendo que o seu potencial como medicamento se encontra em estudo.

Outros usos: As suas flores têm sido usadas em tinturaria para obter um belo tom de verde. O óleo que se obtém a partir das sementes também é utilizado em cosmética, nomeadamente em produtos para o cabelo. De resto, utiliza-se como planta ornamental. Existem numerosos híbridos com flores de várias cores que tanto embelezam os jardins como os espaços interiores. As camélias são boas flores de corte, bastante duráveis, desde que as suas pétalas não sejam tocadas, pois ficam com manchas escuras. A folhagem é igualmente utilizada em arranjos florais.

Curiosidades: É a flor inspiradora do romance "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas Filho. Na linguagem das flores, as camélias brancas significam virtude despretensiosa e beleza perfeita, ao passo que as camélias cor-de-rosa representam a grandeza da alma e as camélias vermelhas o reconhecimento. A tradição popular fala de uma antiga rivalidade entre a Rosa e a Camélia por, a primeira, ser tão perfumada mas terrivelmente espinhosa e, a segunda, ser meiga mas ter um cheiro tão ténue, quase inexistente. 

Sinónimo botânico: Thea japonica (L.) Baill.